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Tradicionalmente, a Maçonaria surgiu com as civilizações, e esteve presente na formação de quase todas elas, para instruir os homens nos princípios da construção social, construindo mentes sábias e personalidades fraternais.
Tais princípios nos foram legados por nossos ilustres antepassados, homens nobres e dignos, e constituem um grande acervo de sabedoria, acumulado e guardado ao longo dos séculos pelos iniciados na Arte Real.
Existem várias versões sobre a origem e a história da Maçonaria, a maioria dos pesquisadores tem apresentado respostas diferentes para a questão: Qual a origem da maçonaria? Fato muitas vezes causador de perplexidade, até para os maçons mais antigos, considerando-se a estrutura e a organização da Ordem, perpetuada hà vários séculos.
Alguns autores afirmam, baseados na tradição, que foi o Rei Salomão quem criou uma Fraternidade Secreta que deu origem à Franco-Maçonaria; ou que a origem mais profunda e verdadeira de nossa Ordem, está na Grande Loja Branca.
Outros, baseados na história, asseguram que a maçonaria é a continuação da Ordem do Templo, destruída com o suplício do último Grão-Mestre da Ordem, Jacques DeMolay; em 1314; ou acreditam que a moderna Maçonaria é um desenvolvimento natural das Confrarias de Construtores Medievais, corporações de pedreiros responsáveis pelas construções dos palácios e das catedrais.
Documentos antigos, guardados em Londres, possibilitam estabelecer a história cronológica da Ordem, determinando a transição da Maçonaria operativa (construtores) em especulativa (maçons aceitos), em 1717, com a criação da Grande Loja da Inglaterra.
Devido à sua antigüidade, a Maçonaria preserva até hoje, o grande saber universal e é sua missão transmiti-lo a homens dignos. Ela conclama seus adeptos a exercitarem-se na prática da solidariedade humana e a cumprirem os seus deveres para com Deus, a Pátria, a Humanidade, a Família, o Próximo e para Consigo. Fiel às regras preservadas do passado, o estudo maçônico é transmitido sob a forma de graus, sendo cada grau concedido num inspirado Ritual Iniciático, que remonta as antigas Escolas Iniciáticas de Sabedoria.
Passar por essas cerimônias iniciáticas é um privilégio dos maçons, que em virtude dos benefícios que proporcionam ao seu Ser Interior, desenvolvem os aspectos mais profundos da personalidade humana, levando-os a percepções mais abrangentes do macro e do microcosmos e, consequentemente, a um nível maior de crescimento interior e de realizações pessoais.
Homens ilustres têm sentido imperiosa necessidade de uma vida significativa e dedicaram-se a séria reflexão sobre o significado da vida e a razão pela qual o homem está aqui, neste plano de existência. Por este motivo, sentiram-se atraídos pelos ideais da Organização Maçônica, e pelo privilégio de serem Iniciados em seus augustos mistérios.
Personalidades internacionais, tais como: Simon Bolívar, Francisco de Miranda, Franklin Delano Roosevelt, Louis Pasteur, Winston Churchil, San Martin, Robespierre, George Washington, etc. No Brasil a influência da Maçonaria é incalculável pois praticamente todos os grandes libertadores, estadistas, presidentes e líderes são oriundos de seus quadros, homens como: José Bonifácio, Diojo Feijó, Gonçalves Ledo, Carlos Gomes, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Quintino Bocaiúva, Duque de Caxias, Hipólito da Costa, General Osório, Lauro Sodre, Henrique Valadares, Marechal Mascarenhas de Morais, Marques do Herval, Barão do Cayrú, entre outros, além dos Presidentes: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Moraes, Campos Sales, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Washington Luiz, Café Filho e Jânio Quadros.
Acreditamos que o homem está no mundo cumprindo uma sublime missão. Uma nova humanidade irá emergir no cenário mundial e a educação que receber influenciará no seu comportamento e na sua forma de vida. A Maçonaria, como instrumento de transformação do homem, auxiliará na consecução de um plano para uma existência mais rica em significado e de utilidade para a sociedade. Daí nossa preocupação em instruir em nossos princípios universais homens ilustres da sociedade contemporânea, livres e de bons costumes, capazes de executar este plano de construção de uma sociedade Justa e Perfeita, em que a Liberdade a Igualdade e Fraternidade sejam os princípios cardeais de suas relações.
Franco-Maçonaria II
A Rosa-Cruz originou (ou foi encampada) da franco-maçonaria. Esta agremiação serviu de acobertamento para a conspiração contra o imperador francês, mas paralelamente encontramos a maçonaria inglesa, que também se proclama herdeira dos conhecimentos templários. Com isso, o confronto está armado. Duas ordens maçonicas, cada qual brigando pela descendência espiritual verdadeira da ordem dos templários. Antes de falar pouco mais a respeito, lembremos que isso vai contra tudo o que a maçonaria prega, como a fraternidade, a irmandade e a humildade. Sabemos que o encampamento dos rosa-crucianos pela franco-maçonaria deu a estes o "crédito" de ter promovido a revolução francesa e o guilhotinamento de Luis XVI. Nestas alturas, os franco-maçons já diziam que, para declarar antiguidade, a Ordem Franco-Maçônica teria nascido no Egito e que Moisés comunicou a doutrina secreta aos israelitas que foi transmitida aos Cavaleiros do Templo através do Templo de Salomão. De acordo com a Loja Cavaleiros da Cruz (inglesa), Jacques De Molay teria deixado os "mistérios da ordem do templo", que se constituíam de estudos metafísicos e conclusões templárias acerca de vários assuntos ligados ao esoterismo da Ordem. Esse material teria passado à Pedro de Bologna, chefe do clero templário e companheiro de prisão de DeMolay. Pedro de Bologna, já com fuga preparada, e de posse desses documentos, foi se refugiar na Escócia, na época, uma espécie de redutos dos templários da Europa. Lá chegando passou os documentos aos irmãos Hairlss Marschaly e Aumont para que pudessem reestruturar a ordem. A doutrina templária e seus mistérios foi discutida e incorporada aos rituais maçônicos que afloravam na Escócia. Desta mistura de princípios, de doutrinas, uma das principais contradições da Ordem Inglesa, foi a exigência dos novos iniciados de se declararem "católicos romanos", que soava de forma estranha para quem tinha sido destruído pela igreja, e também, filosóficamente, pregava uma unidade universal, achando que a igreja católica era apenas mais uma facção religiosa. O quadro da época, filosóficamente, era um tanto complicado: a franco- maçonaria francesa era tida como um pretexto para banquetes e reuniões galantes, onde fidalgos, homens de letras e filósofos se reuniam sob o pretexto e a insígnia Rosa-Cruz. Tudo era divertimento até que a Inglaterra, Alemanha, Suiça, Suécia, Dinamarca e Rússia passaram a "invadir" sutilmente os meios maçons franceses, com palavras que iam da filantropia à ciência, passando por felicidade e virtude. É o surgimento de pequenos grupos em todas as cidades, que se reuniam sob o pretexto de ciência, beneficência e divertimento, mas que na verdade, alegando liberdade de expressão, começou a mudar o sentir e o pensar da Europa, criando até, de certo modo, uma forma de ditadura discreta, impondo decisões e sem tolerância de resistências. Perante a igreja nada estava acontecendo. A extinta Ordem Templária tinha se tornado a Ordem de Cristo(jesuítas) e estava sob controle total da igreja. Para os templários portugueses - sem esquecer que a primeira estância de fuga dos templários foi Portugal, justamente por terem expulsado os mouros da Península Ibérica, se mantiveram alheios à este Neotemplarismo surgido, como se nada tivesse a ver com a Ordem de Jacques DeMolay. Em termos mais modernos, a decisão foi feita de forma que a franco-maçonaria francesa virou nacionalista e racista, enquanto a inglesa tornou-se humanitária e internacionalista, pregando a doutrina universal. Na referência a doutrina adotada pela franco-maçonaira francesa encontramos até mesmo a alemã, na organização do Partido Nazista. No livro de Hermann, "Hitler m'a dit" (Hitler me disse), publicado em 1939, em Paris, o autor apresenta um depoimento de Hitler nas seguintes palavras:"O que de perigoso há nestas pessoas é o segredo da sua seita, e foi justamente isto que elas me ensinaram. Formam uma espécie de aristocracia eclesiástica. Reconhecem-se entre si por meio de sinais especiais. Desenvolveram uma doutrina esotérica que não é formulada em termos lógicos, mas em símbolos que gradualmente se revelam aos iniciados. O que aconteceu com a maçonaria foram acusações mútuas, sobre irregularidades. É importante frisar que a maçonaria propriamente dita é uma forma de associação calcada na ação da necessidade e da inteligência. Encontramos como forma de maçonaria a Ordem Rosa-Cruz, os Iluminados, os Martinistas, os Carbonários, a Máfia(que tem propósitos políticos) e outras Ordens e organizações das mais variadas correntes e países. Com o desaparecimento a luz do dia da Ordem do Templo, vieram outras formas de maçonaria, com novos rituais místicos e filosóficos. Todas, a bem da verdade, agiam sob a bandeira da "liberdade", do laço "fraternal", proporcionando a todos os povos a "igualdade". O sentido universal fez com que aparecessem outras "lojas maçônicas", justamente pelo temor de uma ordem universal tomasse conta do mundo. Por isso, cito a abertura da loja que imitava o Templo de Salomão em Paris, e que teve a benção de Napoleão para enfraquecer a igreja católica. O monopólio doutrinário, filosófico, que, de certa forma atingia o mundo, incomodava as autoridades. O sentido da igualdade como mola mestra da liberdade e da fraternidade, queira ou não coloca sob suspeita, para quem conhece mais a fundo a antiguidade, a gnose e os rituais: é realidade - havia uma organização onde todas as figuras proeminentes tomavam parte. Se havia necessidade de pessoas que manipulassem secretamente a sociedade, é porque havia esta necessidade popular. Acima de qualquer ordem iniciática ou forma de organização, a franco-maçonaria era mais perfeita que todas as organizações.