Origem da Maçonaria
É muito discutida a origem da Maçonaria. De forma muito semelhante a diversas religiões que procuram se legitimar afirmando serem muita antigas e com fundador ou adeptos que são grandes vultos históricos, muitos de seus seguidores afirmam que a maçonaria surgiu nos primórdios da antiguidade oriental, alguns autores afirmam que o seu fundador foi Hiram Abif, arquiteto do Templo de Salomão, outros ainda, afirmam que a Maçonaria surgiu em 715 a.C., criada por corporações operárias. Outros autores, ainda, usam lugar-comum, afirmando que Jesus usou muitos ensinamentos maçons em sua doutrina (coisa parecida fazem diversas religiões) e que a origem da Maçonaria se perdem nas brumas da antiguidade, no entanto, os registros mais confiáveis e amparados por evidências indicam que a Maçonaria foi fundada nos meados do século XVII quando as associações de pedreiros livres da Inglaterra deixaram de ser simples associações profissionais para admitirem gente da nobreza, do clero anglicano e outros profissionais liberais como membros honorários e, em 1717, em Londres, foi fundada a Grande Loja da Inglaterra, pelo reverendo anglicano James Anderson e pelo huguenote refugiado Jean Théophile Desaguliers. Seus principais princípios, dentre outros, foram:
· Tolerância religiosa;
· Fé no progresso da humanidade;
· Fé em Deus;
· Racionalismo que exclui as formas exteriores da religião organizada como igreja;
· Aversão contra o sacerdócio oficial e contra a fé em milagres.
Com o passar dos tempos, os princípios foram modificados, porém ainda restou muito do deísmo inglês do começo do século XVIII em toda a maçonaria, o que indica que todas têm uma origem em comum situada na Inglaterra do século XVIII, o que fica bem evidenciado também pelo fato de que as Constituições da Maçonaria é um documento universalmente aceito como base em todas as lojas maçônicas, sendo que foi publicado em 1723 por um dos fundadores da Loja Maçônica de Londres, James Anderson. Este documento foi levemente revisado quinze anos depois.
O fato de que as subdivisões da maçonaria adotam rituais e crenças que se originaram em povos e culturas bem antigos como, por exemplo, a ligação com as lendas de Ísis e Osíris, do Egito, o culto de Mitra, vindo até a Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz, indicam apenas que estas ramificações da Maçonaria adotaram filosofias e crenças antigas, não havendo, necessariamente, a origem da ramificação juntamente com a crença adotada. Coisa semelhante ocorre com diversas às ramificações do cristianismo, que tendo uma origem recente, afirmam que são continuidade do cristianismo do primeiro século d.C., como, por exemplo, o Catolicismo Romano, que surgiu depois de 323 d.C. e o Russelismo (Testemunhas de Jeová), que surgiu informalmente em 1872.
No primeiro grau da maçonaria o candidato admite que é profano, que está em trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.